terça-feira, 9 de junho de 2009

A escassez do bem comum


09 de junho de 2009.


Desespero impulsiona atitudes e mobilização em países subdesenvolvidos que não tem acesso à água e traz a tona discussões sobre sua má distribuição

Por Bárbara Exposto e Nicolle Fedoruk

“Conflitos por causa de água, guerras civis e internacionais ameaçam tornar-se um fator-chave do panorama mundial no século XXI”. Essa foi à declaração feita por Hans Van Ginkel em 1999, que o vice-secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas) já prenunciava e o que hoje começa a acontecer. Países como Índia e China, Angola e Namíbia já tem como estopim de seus conflitos a água.
Um exemplo que preocupa o mundo é Darfur. Essa região localizada no Sudão, o maior país africano, já esteve em conflitos antes e se voltar a tê-los trará a 25 outras nações mais conflitos.
Mas por que a água é um dos motivos?
A água, cada vez mais está se tornando um recurso não renovável e escasso, principalmente entre países subdesenvolvidos: em Gâmbia usa-se 4,5 litros de água por pessoa, em Mali, 8 litros e na Somália 8,9 litros. Em contraposição o cidadão dos Estados Unidos usa 500 litros de água por dia e na Inglaterra 200 litros, segundo o blog panoramaecologia.blogspot.com. Muitos não têm acesso à água e outros estão a vários quilômetros de distância para encontrá-la. Em países aonde rios e lagos vão além das fronteiras, a ONU dá um alerta: esse será daqui a 25 anos o motivo de conflitos, que levarão grupos armados a iniciarem hostilidades.
No mundo 97,5% da água é salgada e encontra-se nos mares e oceanos, e somente 2,5% é doce, sendo: 68,9% presa em geleiras, 30,8% no subsolo e 0,3% em lagos e rios, esse é um dos motivos de preocupação dos Estados.

Tanto retirar água das geleiras quanto tornar salgada em doce custa muito caro e isso dificulta o acesso de água potável para a população. Está aí o grande desafio dos países, que devem encontrar opções para o reaproveitamento da água e uma distribuição igual entre as diversas partes e classes do mundo.
Todos devemos cobrar medidas dos governantes e agir. A mudança só ocorrerá se houver empenho em fazê-la. A água é o bem comum que une pessoas, as separa e dá a vida. Sem ela nada sobrevive. Ela é nossa e deve ser cuidada para se evitar a extinção de animais, a morte de pessoas e os possíveis conflitos civis.

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