terça-feira, 9 de junho de 2009

China: Uma nova preocupação para o mundo?

Vista do céu chinês: o retrato da poluição.


09 de junho de 2009.

China: a maior emissora de gás carbônico


Por Camila Ramos e Marco Valério


A China, a partir de Junho de 2007, tornou-se a maior emissora de dióxido de carbono do planeta, ultrapassando os Estados Unidos. Segundo o site eco debate cerca de 60% do saldo do aumento nas emissões vem do território chinês. A principal causa desse fato foi o crescimento exponencial na produção destinada ao mercado externo, especialmente para países em desenvolvimento, como é o caso da Índia.

Segundo estudos fornecidos pelo Centro de Pesquisas em Clima e Meio Ambiente de Oslo, na Noruega, o consumo de serviços urbanos é responsável por 35% do aumento das emissões chinesas e os 15% restantes estão ligados às políticas públicas.

Em relação aos danos relacionados ao crescimento econômico neste país, podemos citar primeiramente a grande poluição dos rios que afeta as técnicas de irrigação e, conseqüentemente, a produção de alimentos, sem contar com a chuva ácida que é outro complicador ambiental a afetar a biodiversidade chinesa; em segundo lugar, mesmo que seja evidente o crescimento econômico e ele esteja acontecendo de modo concreto, este enfrenta algumas dificuldades, já que grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente no campo.

Outro tema relevante tem sido os estudos relacionados com o crescimento exponencial, segundo o porta-voz da ONG Greepeace em Pequim Tom Wang, a China perde anualmente entre 3% e 5% de seu PIB com os custos provocados pelos danos ambientais e argumenta de modo categórico que “A China não é mais um país fechado. Para manter seu crescimento econômico e sua posição como um ator importante no cenário internacional, precisa reconhecer o que os outros países estão dizendo sobre ela".

Especialistas ambientais da BBC de Londres confirmam o que já se suspeitava, ou seja, que a China tem uma das emissões de gases per capita equivalente a um quarto dos Estados Unidos.

Por outro lado, os porta-vozes da Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, em nota oficial, comunicaram que "As emissões de CO2 da China superaram as dos EUA no ano passado em 8%. Com isso, a China encabeça a lista de países emissores de gás carbônico pela primeira vez".

O país está entre os que mais investem em fontes alternativas de energia, como eólica, solar, e nuclear, e tem metas ambiciosas de redução de emissões até 2010 e por usar mais carvão que os países desenvolvidos, ele só consegue converter de 26% a 37% da energia do carvão para a energia elétrica. E para reverter essa situação, a China está construindo uma usina todo mês, mas com o carvão e uma tecnologia um pouco mais avançada, o que resulta em 44% de aproveitamento nessas usinas.

Em toda a China, 80% da energia é ainda suprida pelo carvão, mesmo com as novas usinas. Apenas metade delas tem equipamentos que removem componentes do enxofre, e só agora começam a regularizar a emissão de gases que formam pesados nevoeiros de poluição nas grandes cidades.

O mundo espera do governo chinês atitudes proativas e propositivas que permitam sonhar com um futuro ambiental e social mais saudável, livre de desconfianças e onde o medo seja só a sombra de um passado que não superará um futuro de esperança.


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